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Como são constituídas as plantas com flor?


As plantas são seres vivos. Podemos dividi-las em Raiz, Caule, Folhas, Flor e frutos.
As divisões servem para estudar as partes, mas sempre com o objectivo de compreender o todo.
A unidade básica das plantas (assim como a dos outros seres vivos) é a célula, sendo a célula vegetal diferente da dos animais.

Trabalho realizado em conjunto com: NC e BP.

Raiz

A raiz é o órgão da planta que tipicamente se encontra abaixo da superfície do solo. A raiz é quase sempre subterrânea, há, no entanto raízes especiais, como as figueiras com as suas raízes aéreas e a lentilha-d’agua com raízes aquáticas.Tem duas funções principais: servir como meio de fixação ao solo (evitando que a planta seja arrancada pelo vento ou pela água) e como órgão absorvente de água, nutrientes, azoto e outras substâncias minerais como potássio e fósforo.Geralmente a raiz é constituída por coifa (estrutura semelhante a um capuz nas extremidades das raízes que facilita s sua penetração no solo); zona de crescimento (local onde se faz o crescimento da raiz); zona pilosa (região onde se encontram os pêlos absorventes que absorvem a água e os sais minerais); zona de ramificação (zona onde se encontraram as raízes menos desenvolvidas, chamadas raízes secundárias) e colo (zona que separa a raiz do caule).

Constituição da Raiz


As raízes podem apresentar diversas formas, assim sendo temos dois grupos: raízes sem substâncias de reserva (e que podem ser aprumadas ou fasciculadas) e raízes com substâncias de reserva ou tuberculosas (nestas podemos distinguir as aprumadas tuberculosas ou as fasciculadas tuberculosas).
Raízes sem substâncias de reserva

Raízes com substâncias de reserva - Tuberculosa

Caule

O caule é a parte das plantas que faz a junção da raiz com as folhas. Tem como principais funções o suporte das folhas, flores e frutos; transportar das raízes para os órgãos aéreos da planta a água e os sais minerais (seiva bruta) e as substâncias fabricadas pela planta (seiva elaborada) e acumulação de reservas pois há plantas que armazenam substâncias de reserva no caule (por exemplo, a cana-de-açúcar).

Considerando o habitat da planta podemos considerar os caules subterrâneos como no lírio (A), aquáticos como no nenúfar (C) e aéreos como na roseira (B).


Os caules aéreos podem apresentar-se em forma de troco (A), espique (B) ou colmo (C).



Nos caules em forma de tronco geralmente o caule é mais grosso na base do que em cima e com ramos só a partir de uma determinada altura (exemplo a oliveira), nos em espique como é o caso das palmeiras o caule é cilíndrico e sem ramificações, só apresentando um grupo de folhas na parte de cima e finalmente nos em colmo o caule é cilíndrico, oco ou com medula e possui nós salientes (exemplo o bambu).Nos caules aéreos podemos distinguir os nós (saliências de onde saem os nós); entrenós (espaços que se encontram entre os nós); gemas ou gomos (formação inicial de um ramo, folhas ou flores) e botão terminal (situa-se na extremidade do caule e permite o crescimento da planta em altura).

Constituição de um caule aéreo


Os caules subterrâneos podem apresentar-se em forma de tubérculo (A), rizoma (B) ou bolbo (C).



Os tubérculos são um caule arredondado sem raízes e sem folhas que algumas plantas verdes desenvolvem abaixo da superfície do solo, geralmente como órgãos de reserva de energia (na forma de amido), como as batatas; os rizomas são um tipo de caule que cresce horizontalmente, com escamas e com raízes laterais e o bolbo é um caule curo de forma mais ou menos arredondada e protegido por escamas carnudas como é o caso da cebola.

Folhas


As folhas são órgãos das plantas formados a partir dos gomos do caule. Na sua maioria tem cor verde devido á presença de uma substância chamada clorofila.
Na planta as folhas desempenham várias funções tais como: produção de alimentos (nelas a seiva bruta transforma-se em seiva elaborada com a ajuda da luz solar captada pela clorofila), trocas gasosas (é através das folhas que as plantas fazem as trocas gasosas com o ambiente), transpiração (o processo pelo qual a água contida na planta é eliminada) e podem ter funções de reserva (algumas plantas armazenam grandes quantidades de água nestes órgãos. É o caso da cebola, que é um bolbo, em que as escamas não são mais do que folhas transformadas. Outras plantas acumulam óleos ou essências aromáticas principalmente nas folhas, como as ervas aromáticas, de que são exemplo a salsa, os coentros e a hortelã.).


Nas folhas podemos considerar três tipos: subterrâneos como na cebola (A), aquáticos como na sagitária (B) e aéreos como na videira (C).


Uma folha completa é formada por: bainha (zona de inserção no caule), pecíolo (responsável pelo suporte) e limbo (parte espalmada e limiar).

O limbo é formado por: página inferior (parte da folha virada para o solo), página superior (parte da folha que recebe a luz solar e que tem luz mais intensa), nervuras (canais por onde circula a seiva) e margem (linha que limita o limbo).

Constituição de uma folha completa



As folhas ás quais falta uma das partes designam-se de folhas incompletas.
Podemos classificar as folhas quanto á divisão, ao recorte, á nervação e á forma do limbo.
Quanto á divisão do limbo temos as folhas simples (quando o limbo é único) (A) e as folhas compostas (quando o limbo está dividido em partes) (B).


Em relação ao recorte temos a folha inteira (tem a margem lisa sem qualquer recorte) (A) e a folha recortada (tem a margem com recortes que podem ser superficiais ou profundos) (B).



Relativamente á nervação (disposição das nervuras no limbo) do limbo podemos considerar as folhas uninérveas (A), peninérveas (B), paralelinérveas (C) e palminérveas (D).


Finalmente quanto á forma do limbo pode ser sagitada (A), linear (B), elíptica (C), cordiforme (D) ou lanceolada (E).

Flor

A flor é a parte mais bonita da planta e pode possuir diversas formas, tamanhos, cores e perfumes.
A função da flor é assegurar a reprodução.
A flor é constituída por diversas partes que desempenham funções de suporte, protecção e reprodução. Os órgãos de suporte que suportam o peso da flor, os órgãos reprodutores permitem a continuação da espécie e os órgãos de protecção que protegem os órgãos reprodutores.

Órgãos de suporte
Pedúnculo – pé que sustenta a flor
Receptáculo – alargamento do pedúnculo

Órgãos reprodutores:

Estames – são os órgãos masculinos da flor. Cada estame é formado por um filete (haste que liga o receptáculo da flor à antera) e uma antera (parte superior do estame onde se forma o pólen). O conjunto dos estames designa-se por androceu.
Carpelo – é o órgão feminino da flor. Cada carpelo é formado por um estigma (parte responsável pela recepção do grão de pólen); estilete (tubo que liga o estigma ao ovário) e ovário (local onde se produzem os óvulos). O conjunto dos carpelos designa-se por gineceu.
Órgãos de protecção:
Sépalas – peças florais normalmente de cor verdes. O seu conjunto forma o cálice.
Pétalas – peças florais de cores variadas. O seu conjunto forma a corola.

O cálice e a corola no seu conjunto formam o perianto.
Depois da fecundação começa a transformação da flor em fruto (este vai ter as sementes que depois dão origem a uma nova planta).