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Igreja Matriz da Golegã

A Igreja Matriz da Golegã, situada na praça principal da vila, é dedicada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da terra.Não se conhece a data exacta da construção, mas é certo que a campanha de obras ocorrida no início do séc. XVI documenta um período histórico de grande desenvolvimento da localidade, graças à preferência real de D. Manuel I.Embora se reconheça na estrutura uma continuidade da utilização do estilo Gótico Mendicante, alguns elementos mostram um claro exercício do programa iconográfico Manuelino. É o caso das abóbadas estreladas na capela-mor e da ornamentação no arco triunfal, nas portas laterais e no pórtico principal, o mais relevante na aplicação da nova linguagem. O espaço espiritual é anunciado pela decoração exuberante do portal, animado pelos diversos símbolos do Manuelino: a vinha eucarística, as alcachofras da Ressurreição, as Cruzes da Ordem de Cristo, as cordagens, as colunas torsas laterais e o rendilhado decorativo do friso.Ao centro da composição, podemos ver uma imagem da Virgem. O conjunto é enriquecido pelas armas reais e esferas armilares colocados no óculo superior, afirmando a protecção régia de D. Manuel I. O belo pórtico está atribuído ao arquitecto Diogo Boitaca (c. 1510-1515), um dos grandes mestres-de-obras da época. No interior, a decoração dos altares e da escada de acesso à torre e os azulejos da capela-mor são contributos posteriores, do séc. XVIII. O templo sofreu obras de restauro durante o séc. XIX, em estilo revivalista, e em meados do séc. XX.

Pelourinho

Em frente da igreja encontra-se o Pelourinho da Golegã, de decoração simples e com o remate em forma de campainha, datado também do séc. XVI.Supõe-se que tenha sido construído quando D. João III elevou a localidade a vila em 1534.

Casa Estúdio Carlos Relvas

Inserido num terreno ajardinado da propriedade que tinha na Golegã, muito perto da sua casa residencial, Carlos Relvas mandou construir um bonito edifício de dois andares, único no seu género, onde se combinam o ferro e o vidro, muito ao gosto do Romantismo, que seria o seu atelier e onde viria a dedicar grande parte do tempo à sua paixão pela fotografia.Nas numerosas salas que fez corresponder às diversas fases da fotografia, desde os preparados químicos aos "retoques" finais e cenários montados, tão próprios da época, Relvas guardou os aparelhos mais avançados do seu tempo adquiridos no estrangeiro, expôs técnicas de revelação, coleccionou artigos e estudos portugueses e internacionais, estudou e divulgou o processo da fotografia, em que se notabilizou, reuniu um espólio do maior interesse para todos os amadores e profissionais que se interessam pela fotografia. Pondo a nova técnica ao serviço da arte, Carlos Relvas deixou-nos documentos fotográficos de muitos dos aspectos do Portugal do séc. XIX.Escritores, políticos, gente do povo, monumentos, igrejas, aldeias, toda uma sociedade e forma de estar do Séc. XIX português ficou gravado pelo olhar da sua objectiva, ora com uma visão acutilante do real, ora retirando à fotografia o carácter de verdade nua e crua que os desenvolvimentos da época proporcionavam.

Antiga Estação Telégrafo Postal

É um nobre e sóbrio edifício de traça seiscentista que foi Estação Telégrafo Postal e mais tarde Cadeia. Posteriormente serviu como museu para exposição da obra do escultor Martins Correia. E mais recentemente foi a sede da Secretaria de Estado da Agricultura

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Igreja Matriz, hoje de Nossa Senhora da Conceição teve com padroeira original a Santa Maria da Azinhaga (também conhecida por Santa Maria do Almonda ou Santa Maria da Ponte de Azinhaga) representada na figura de Nossa Senhora da Piedade.
Esta Igreja é a maior do Ribatejo com os seus mil metros quadrados. Trata-se de um edifício do século XVII com fachada frontal marcada com portal barroco rodeado por colunas e rematado por janela de harmonioso rendilhado. É um vasto templo de três naves com arcos de volta redonda pousadas em colunas lisas e cilíndricas formando cinco tramos e cobertas de tectos de madeira. tem capela-mor, duas laterais e duas colaterais, sendo a ousia (capela-mor ou santuário) coberta por uma abóbada de trinta caixões. No corpo do templo há um silhar (pedra) abaixo de azulejos azuis e amarelos do século XVII e um painel embutido representando a Eucaristia.
Foi totalmente arrasada pelas tropas francesas sob o comando do marechal Massena durante a terceira invasão.
A sua reconstrução em que se lhe acrescentou a torre terminou em 1882 (foi após esta reabilitação do edifício que lhe foi atribuído o orago - invocação, Nossa Senhora da Conceição).

Capela do Espírito Santo

Localizada nas Rua do Espírito Santo na Azinhaga esta capela é uma construção quinhentista de uma simplicidade rústica comovente a que, carinhosamente, se refere o povo, como ‘a capelinha.Por detrás do altar-mor está uma pintura a óleo sobre tela, do século XVIII representando a Adoração ao Espírito Santo. Contudo, surpreendente é o friso barroco com desenhos de inspiração indo-portuguesa, realçados por embutidos de mármores de variadas cores. Podemos também ver a lindíssima coroa de prata que representa o Espírito Santo e que, nos festejos em Sua honra, costuma sair com a procissão e cortejo, que sai quatro em quatro anos.

Castelo de Almourol

O Castelo de Almourol, no Ribatejo, localiza-se na Freguesia de Praia do Ribatejo, Concelho de Vila Nova da Barquinha, Distrito de Santarém, em Portugal. Erguido num afloramento (elevação dentro de água) de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo, um pouco abaixo da sua junção com o rio Zêzere.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, quando esta região foi ocupada por forças portuguesas, Almourol foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques (1112-1185). O soberano entregou-o aos Templários, então encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa da então capital de Portugal, Coimbra. Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido, em linhas gerais, as suas actuais feições, características da arquitectura templária: espaços de planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas ( ou seja duas torres que estão de costas viradas uma para a outra), dominadas por uma torre de menagem (é a torre principal duma fortaleza). Uma placa epigráfica (escrita), colocada sobre o portão principal, dá conta que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar.
Sob os cuidados da Ordem, constituído em sede de uma Comenda (beneficio/distinção), o castelo tornou-se um ponto nevrálgico (negro) da zona do Tejo, controlando o comércio de azeite, trigo, carne de porco, frutas e madeira entre as diferentes regiões do território e Lisboa.
Acredita-se ainda que teria existido uma povoação associada ao castelo, em uma ou em ambas as margens do rio, uma vez que, em 1170, foi concedido foral aos seus moradores. Com o avanço da reconquista para o sul e a extinção da Ordem dos Templários em 1311 pelo papa Clemente V durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), a estrutura passou para a Ordem de Cristo, vindo posteriormente a perder importância, tendo sofrido diversas alterações.Vítima do terramoto de 1755, a estrutura foi danificada, vindo a sofrer mais alterações durante o romantismo do século XIX. Nessa fase, e obedecendo à filosofia então corrente de valorizar as obras do passado à luz de uma visão ideal poética, o castelo foi alvo de adulterações (mudanças) de índole decorativa, incluindo o coroamento uniforme das muralhas por ameias (cada um dos parapeitos entre os merlões) e merlões (parte do parapeito entre duas seteiras e a fortaleza).
O castelo foi entregue ao Exército português na segunda metade do século XIX, sob a responsabilidade do comandante da Escola Prática de Engenharia de Tancos, a que está afecto até aos nossos dias.

No século XX foi classificado como Monumento Nacional de Portugal por Decreto de 16 de Junho de 1910. À época do Estado Novo português o conjunto foi adaptado para Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos oficiais.

No início de Junho de 2006 foram inaugurados dois novos cais para embarcações turísticas: um na margem direita do rio Tejo e outro na zona Sul da ilha. A construção apresenta uma divisão demarcada em dois níveis, um exterior inferior e outro interior mais elevado.
A comunicação entre as diversas partes do castelo pode ser feita através de várias passagens de cantaria.

Convento de Cristo

O Convento de Cristo, em Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários. Fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, dom Gualdim Pais o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede. Sob Infante D. Henrique o Navegador, Mestre da ordem desde 1418, foram construídos claustros entre a Charola e a fortaleza dos Templários, mas as maiores modificações verificam-se no reinado de D. João III (1521-1557).
Trata-se de uma construção implantada no alto de uma elevação superior à planície onde se estende a cidade. Está circundado pelas muralhas do Castelo de Tomar e pela mata da cerca.
Actualmente é um espaço cultural, turístico e ainda devocional (adorada). A arquitectura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, maneiristas e barrocos.Os claustros (claustro é uma parte da arquitectura de catedrais ou abadias. Consiste tipicamente em quatro corredores a formar um quadrilátero, com um jardim no meio) são góticos.
Iniciado nos anos 50 do século XVI, provavelmente por Diogo de Torralva, o Grande Claustro reflecte a paixão de D. João III pela arte italiana. Escadas em espiral ocultas nos cantos conduzem ao Terraço da Cera.A janela do Capítulo do Convento, mais tarde imitada para o Palácio da Pena, foi encomendada por D. Manuel I e desenhada por Diogo de Arruda. É o mais conhecido exemplo de arquitectura manuelina, ilustrativo do naturalismo exótico e do uso de pormenores marítimos.O núcleo do mosteiro é a Charola do século XII, o Oratório dos Templários. Tal como em muitos dos seus templos, baseia-se na Rotunda do Santo Sepulcro de Jerusalém, adaptada pelo Infante D. Henrique. Em 1356, Tomar passou a ser a sede da Ordem de Cristo em Portugal, e a decoração da Charola reflecte a riqueza da Ordem.
No que diz respeito à planta da igreja, é composta por dois corpos diferentes: a Charola, actual capela-mor, e o corpo da nave, que se adapta ao desnível do terreno para oeste, onde possui três registos assentes numa forte base e marcados por frisos decorativos envolventes, com decoração naturalista emblemática manuelina. No interior, a nave é coberta por uma abóbada polinervada (que possui muitas nervuras) de combados.

Mosteiro de Alcobaça

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça mais conhecido como Mosteiro de Alcobaça foi a primeira obra plenamente gótica construída em solo português.Foi fundado em 1178 pelos monges de Cister.Diz a lenda que foi D. Afonso Henriques que doou parte das terras da região de Alcobaça a S. Bernardo para cumprir uma promessa feita quando da conquista de Santarém.A data de construção provisória do mosteiro é de 1152, e é conhecida no mesmo ano uma referência ao seu abade e a respectiva carta de couto é do ano seguinte.Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269 abrem a primeira escola pública e também desempenharam acções de assistência e beneficência através da enfermaria e portaria.

O Mosteiro de Alcobaça é uma estrutura de planta em cruz latina. A actual fachada é do século XVIII, restando do gótico primitivo o portal de arcos ogivais e o arco da rosácea. A construção arquitectónica deste monumento, sem decoração e sem imagens, como obrigava a Ordem de Cister, apresenta uma grandiosidade e beleza indiscutíveis.Este monumento tem sido sempre encarado como uma excepção no quadro do modo gótico produzido em Portugal. Trata-se de um monumento único e experimental sem antecedentes nem descendentes mas que influenciou a história da arquitectura portuguesa.

Mosteiro da Batalha


O Convento de Santa Maria da Vitória, também conhecido como Mosteiro da Batalha, situa-se na Batalha e foi mandado construir por D. João I como agradecimento da ajuda divina e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota.Em 1388 já ali viviam os primeiros dominicanos.No arranque das obras do Mosteiro da Batalha foi construído um pequeno templo, cujos vestígios eram ainda visíveis no princípio do século XIX.Era nesta edificação - Santa Maria-a-Velha, também conhecida por Igreja Velha – que se celebrava missa, dando apoio aos operários do estaleiro. Tratava-se de uma obra pobre, feita com escassos recursos.Sabe-se que ao projecto inicial corresponde a igreja, o claustro e as dependências monásticas (relativas aos monges), como a Sala do Capítulo, sacristia, refeitório e anexos, limitando-se a um modelo que se assemelhava ao adoptado, em termos de orgânica interna, ao do grande mosteiro alcobacense.A capela do Fundador, capela funerária, foi acrescentada a este projecto inicial pelo próprio rei D. João I, o mesmo acontecendo com a rotunda funerária conhecida por Capelas Imperfeitas, da iniciativa do rei D. Duarte.


O claustro menor e dependências adjacentes, ficaria a dever-se à iniciativa de D. Afonso V.O Mosteiro foi restaurado no século XIX, sob a direcção de Luís Mouzinho de Albuquerque, de acordo com a traça de Thomas Pitt, viajante inglês que estivera em Portugal nos fins do século XVIII, e que dera a conhecer por toda a Europa o mosteiro através das suas gravuras. Neste restauro, o Mosteiro sofreu transformações mais ou menos profundas nomeadamente ocorreu uma limpeza total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e sobretudo da sua primeira geração. Data dessa altura a actual configuração da "Capela do Fundador" tal como a conhecemos hoje.Também por essa altura, vulgarizou-se o termo Mosteiro da Batalha (para celebrar Aljubarrota) em deterimento (a favor) de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de acabar definitivamente as designações que relembrassem o passado religioso do edifício.A igreja, que possui 80 m de comprimento 22 m de largura. O templo só difere dos seus semelhantes mais antigos pelo facto de ser completamente abobadado e de muito maior comprimento.Um dos mais importantes edifícios adjacentes ao Mosteiro, e que marca indelevelmente (que não se pode apagar) o seu carácter «real», sendo bem esclarecedor quanto aos intentos envolvidos é, precisamente, a chamada «Capela do Fundador».Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas, foi planeado tendo em conta uma leitura rigorosa do testamento de D. João I, optando aquele monarca por criar o seu próprio espaço funerário.A importância do estaleiro da Batalha deu origem a outros estaleiros que reflectem o gótico tardio, quase sempre fruto do recrutamento de oficiais ou mestres secundários que fizeram ali a sua aprendizagem.De facto não restam dúvidas que o Mosteiro da Batalha se passará a assumir como um depoimento de poder real e da autonomia de um reino.Sabe-se como foi necessário impor através do trato legal e diplomático o direito de D. João I ao trono. Sabe-se igualmente da oposição dos meios-irmãos de D. João e de sua sobrinha D. Beatriz aos seus desejos e sabe-se até que ponto as relações com o reino vizinho eram problemáticas. O facto de D. João I mandar construir um panteão (templo para os deuses ou lugar onde o rei ira repousar depois de morto) para si e para a sua família é sinal desta mística dinástica sem precedentes.


O Mosteiro da Batalha foi um projecto de legitimação de uma nova dinastia, a dinastia de Avis: daí a dimensão da obra – sinal de capacidade financeira e de poder de realização.Efectivamente, o Mosteiro da Batalha difere da restante arquitectura portuguesa e destaca-se na paisagem artística nacional com o seu sinal de mudança. A decoração, o remate e o acabamento é o que acaba por distinguir, depois a opção final das empreitadas, já segundo esquemas daquilo a que se convencionou chamar gótico final. Alguns aspectos que distinguem este modo novo do gótico português da primeira dinastia são fáceis de enunciar, uma vez que, globalmente, o tratamento plástico e ornamental do exterior do edifício possui indicações valiosas quanto ao que viria a ser, a partir daqui, a orientação da arquitectura quatrocentista da fase pós-batalhina.

Templo Romano de Évora

O Templo Romano na cidade de Évora (muito impropriamente chamado de Templo de Diana), é um templo de estilo coríntio (ou seja da terceira e da mais rica das ordens da arquitectura grega), construído no início do século I. Durante muito tempo julgou-se tratar de um templo dedicado a Diana, a deusa romana da caça mas estudos posteriores demonstraram tratar-se de santuário consagrado ao imperador.Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóis, pela Biblioteca Pública e pelo Museu.

Do original, restam o pódio quase completo, onde se marca com evidência o desmorono da escadaria, a colunata intacta do topo Norte (6 colunas), com respectiva arquitrave e fragmentos do friso, 4 colunas a Este, com arquitrave e um fragmento do friso, e a Oeste 3 colunas completas, uma sem capitel e uma base, fragmentos da arquitrave e um do friso. Pódio edificado em cantaria incerta de granito, opus incertum, rematado nos cunhais por cantaria esquadriada, com vestígios de almofadas salientes; tem cerca de 25 m de comprimento, para 15 m de largura e 3,5 m de altura. Colunas coríntias de fustes profundamente canelados, constituídos por 7 tambores de altura irregular, perfazendo cerca de 6,2 m, para cerca 1,2 m; assentam em bases circulares de mármore branco de Estremoz, directamente sobre a moldura superior e são rematadas por capitéis lavrados, também em mármore, com três ordens de acanto e ábacos ornamentados de florões, malmequeres, girassóis, rosas. Os restos do entablamento (partes do edifício) são em cantaria de granito.

Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena, também conhecido simplesmente por Palácio da Pena ou por Castelo da Pena, localizado na histórica vila de Sintra, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX em Portugal.Este monumento foi mandado construir por D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, casado com a Rainha Maria II em 1836.Em 1840 o príncipe D. Fernando decide a ampliação do Convento de forma a construir um verdadeiro paço acastelado romântico, residência de verão da família real portuguesa.Pensou, igualmente, em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excepcional lição de arquitectura.No século XVI, D. Manuel I mandou construir o convento de madeira para a Ordem de São Jerónimo, substituindo-o ligeiramente mais tarde por um de cantaria para 18 monges. No século XVIII, um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia. Isto ocorreu pouco antes do fatídico terramoto de 1755, que deixou o convento em plena ruína. Depois do seu abandono, em 1838, D. Fernando comprou o espaço, cercando-o de terras de semeadura, pinhal e mata, efectuando também diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de Verão.Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projecto do alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do príncipe.Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo.


Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:- A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça;- O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;- O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;- A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.Durante a construção, apesar de se manter a estrutura básica, foram feitas alterações em quase todos os vãos, ao mesmo tempo que a pequena torre cilíndrica que se encostava à maior passou para a retaguarda do edifício.O arco do corpo, ladeado por duas torres, recebeu uma profusa decoração em relevo a imitar corais.Para além da Torre do Relógio, a arte manifesta-se no palácio por todos os cantos: na Sala dos Veados, ampla e cilíndrica, de larga coluna como eixo, actualmente utilizada para exposições; na Sala de Saxe, onde tudo ou quase é feito em porcelana de Saxe; O Salão Nobre, onde estuques, lustres, móveis e pedaços de vitrais variam do século XIV ao século XIX, e onde surgem vários elementos maçónicos e rosacrucianos; os aposentos, onde se identifica o grande baixo-relevo de madeira de carvalho quinhentista, de autor desconhecido, ilustrando a Tomada de Arzila, comprado por D. Fernando em Roma; a Sala Indiana, onde repousam admiráveis obras de arte, como o lustre em cristal da Boémia e o Cólera Morbus, um baixo-relevo de Vítor Bastos; a Sala Árabe, que expõe algumas das pinturas de Paolo Pizzi, e as pinturas em pratos do reiartista, numa outra sala.O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo assim o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes. São pontes e grutas, bancos de jardim, terraços e fontes. Pequenas casam onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros, rosas, de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são igualmente pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um imenso tubo de fetos arbóreos.Todo o parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa, com o mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes donde são originárias.

Palácio de Mafra

O Palácio Nacional de Mafra, foi construído durante o reinado de D. João V, em consequência de um voto que o jovem rei fizera se a rainha D. Mariana de Áustria lhe desse descendência. Há também quem defenda que a obra se construiu por vias de uma promessa feita relativa a uma doença de que o rei sofria. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara determinou o cumprimento da promessa. Este palácio e convento barroco domina a vila de Mafra. O trabalho começou a 17 de Novembro de 1717 com um modesto projecto para abrigar 13 frades franciscanos, mas o dinheiro do Brasil começou a entrar nos cofres, pelo que D. João e o seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig iniciaram planos mais ambiciosos. Não se pouparam a despesas. A construção empregou 52 000 trabalhadores e o projecto final acabou por abrigar 330 frades, um palácio real, umas das mais belas bibliotecas da Europa, decorada com mármores preciosos, madeiras exóticas e incontáveis obras de arte. O palácio só era popular para os membros da família real, que gostavam de caçar na tapada. As melhores mobílias e obras de arte foram levadas para o Brasil, para onde partiu a família real quando das invasões francesas, em 1807. Desconhece-se, no entanto, o destino da maior parte desse património, visto que não constam em qualquer acervo museológico brasileiro. O mosteiro foi abandonado em 1834, após a extinção das ordens religiosas. Durante os últimos reinados da Dinastia de Bragança, o Palácio foi utilizado como residência de caça e dele saiu também em 5 de Outubro de 1910 o último rei D. Manuel II para a praia da Ericeira, onde o seu iate real o conduziu para o exílio. No palácio pode-se visitar, a farmácia, com belos potes para medicamentos e alguns instrumentos cirúrgicos, o hospital, com 16 cubículos privados de onde os pacientes podiam ver e ouvir missa na capela adjacente, sem saírem das suas camas. No andar de cima, as luxuosas salas do palácio estendem-se a todo o comprimento da fachada ocidental, com os aposentos do rei numa extremidade e os da rainha na outra, a 232 m de distância. Ao centro, a imponente fachada é valorizada pelas torres da basílica coberta com uma cúpula. O interior é forrado a mármore e equipado com seis orgãos do princípio do século XIX, com um repertório (compilação de várias obras musicais) exclusivo que não pode ser tocado em mais nenhum local do mundo. O átrio da basílica é decorado por belas esculturas da Escola de Mafra, criada por D. José I em 1754, foram muitos os artistas portugueses e estrangeiros que aí estudaram sob a orientação do escultor italiano Alessandro Giusti. A sala de caça exibe troféus de caça e cabeças de javalis. O Palácio possui ainda dois carrilhões (conjunto de sinos com que se tocam peças de música), mandados fabricar em Antuérpia por D. João V, com um total de 92 sinos que pesam mais de 200 mil quilos e são considerados dos maiores e melhores do mundo.


Contudo o maior tesouro de Mafra é a biblioteca, com chão em mármore, estantes rococó (estilo ornamental da época de Luís XV (França), tipificado pela assimetria, caracterizado pelo uso exagerado de floreados e motivos naturalistas - conchas, palmas, etc., e que sucede ao Barroco) e uma colecção de mais de 40 000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluindo uma primeira edição de Os Lusíadas de Luís de Camões. Foi classificado como Monumento Nacional em 1910. Actualmente, o único residente do Palácio é um antigo funcionário da Real Basílica de Mafra, de nome Gil Mangens. Descendente de uma família de origem francesa, que chegou a Lisboa no século XVIII, por alturas da construção do Palácio, na pessoa de um gravador de nome Mangens, devotou, à imagem de seu pai e avô, toda a sua vida ao monumento que o acolhe.

Torre de Belém

A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de D. João II (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte (construção alta sustentada por uma muralha, lugar seguro, fortaleza) de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.Provavelmente com esboço de Garcia de Resende, veio a ter como arquitecto Francisco de Arruda. A estrutura foi iniciada no reinado de D. Manuel I (1495-1521) em 1514. Localizava-se nas águas, fronteira à antiga praia de Belém, destinada a substituir a antiga nau artilhada à qual era confiada a defesa da cidade, que naquele trecho ancorava, e de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide (encarregado de defesa do castelo) Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original.Sofreu várias reformas ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem voltado para o rio e o claustrim (um pequeno claustro ou seja uma parte da arquitectura que onsiste tipicamente em quatro corredores a formar um quadrilátero, com um jardim no meio).Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada pela UNESCO como Patrimônio Cultural de toda a Humanidade desde 1983.O monumento reflecte influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tentando o primeiro baluarte para artilharia no país (ver fortalezas).Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.
A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte.
A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:
Primeiro pavimento - Sala do Governador.
Segundo pavimento - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas.
Terceiro pavimento - Sala de Audiências
Quarto pavimento - Capela
Quinto pavimento - Terraço da Torre.

Padrão dos Descobrimentos

O Monumento aos Descobrimentos, bem destacado na margem do rio, em Belém, Lisboa foi construído em 1960 para assinalar os 500 anos da morte de D. Henrique o Navegador.Foi encomendado pelo regime de Salazar, tem 52 metros de altura e celebra os marinheiros, patronos reais e todos os que participaram no desenvolvimento da Era dos Descobrimentos.O padrão dos descobrimentos que podemos hoje observar já não é o original. O original foi desmontado em 1958. Com efeito o actual foi inaugurado em 1960, e é, construído em betão e com esculturas em pedra de lioz (calcário caracterizado por ser muito compacto, sub cristalino e que, pela sua cor branca, seemprega em estatuária e arquitectura), uma réplica do original, construído em materiais frágeis, que fora construído para a Exposição do Mundo Português, em 1940, pelos arquitectos Cottinelli Telmo (1897-1948) e Leopoldo de Almeida (1898-1975).

O monumento tem a forma de uma caravela com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se D. Manuel I, que segura uma esfera armilar, o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.
A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.No interior do monumento existe um elevador que vai até ao sexto andar, e uma escada que vai até ao topo de onde se tem um belo panorama de Belém e do rio. A cave é usada para exposições temporárias.
Uma das mais interessantes perspectivas do monumento pode ser observada a partir de oeste, à luz do pôr-do-sol.

Mosteiro dos Jerónimos


Monumento à riqueza dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.Destacam-se o seu claustro (claustro é uma parte da arquitectura de catedrais ou abadias. Consiste tipicamente em quatro corredores a formar um quadrilátero, com um jardim no meio), completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.



Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbodas das naves e do transepto – esta com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, sacristia e fachada) que substitui o primeiro em 1516/17. No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX. Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste. É monumento nacional de Portugal.

Aqueduto das Águas Livres

O Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, Portugal, considerado como o local mais bonito da cidade no virar do século, ergue-se sobre o vale de Alcântara,A construção de um aqueduto para levar água à cidade deu, a D. João V, a oportunidade para satisfazer a sua paixão pelas construções grandiosas, uma vez que a única área de Lisboa que tinha água era Alfama. O projecto foi pago com o produto de uma taxa sobre a carne, o vinho, o azeite e outros produtos comestíveis.Apesar de só ter sido terminado no século XIX, em 1748 (século XVIII) já fornecia água à cidade. A conduta principal mede 19 km, embora o comprimento total, incluindo os canais secundários, seja de 58 km. A sua parte mais conhecida são os 35 arcos sobre o vale, o mais alto dos quais mede 65 metros de altura.


O caminho público por cima do aqueduto, esteve fechado desde 1853, em parte devido aos crimes praticados por Diogo Alves, um criminoso que lançava as suas vítimas do alto dos arcos e que foi o último decapitado da História Portuguesa.Na extremidade do aqueduto, a Mãe d’água das Amoreiras é uma espécie de castelo que outrora serviu como reservatório. O desenho original, de 1745, foi do arquitecto húngaro Carlos Mardel. Completado em 1834, tornou-se num popular local de encontro para os monarcas e as suas amantes.Hoje é possível dar um passeio guiado por cima dos arcos sobre o vale e também é possível, ocasionalmente, visitar o reservatório da Mãe d’água.Hoje o espaço é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.

Torre dos Clérigos

Para muitos o ex-libris da cidade do Porto, esta torre foi erigida entre 1754 e 1763, a partir de um projecto de Nicolau Nasoni.
Foi mandada construir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres.
Tem seis andares e 76 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 225 degraus. Era, na altura da sua construção, o edifício mais alto de Portugal. O projecto inicial previa a construção de duas torres, e não apenas de uma. Nasoni está enterrado nesta igreja a qual dedicou muito tempo e dedicação. É um exemplo de arquitectura barroca.

Palácio de Cristal

O Palácio de Cristal, também conhecido como Pavilhão Rosa Mota, fica situado na freguesia de Massarelos, na cidade do Porto.
O palácio original (construído em granito, ferro e vidro – daí o nome "cristal") era da autoria do arquitecto inglês Thomas Dillen Jones. A sua construção iniciou-se em 1861, e foi inaugurado em 18 de Setembro em 1865.Foi concebido para acolher a exposição internacional Portuguesa, mostra onde se expunham as novas conquistas industriais e comerciais, segundo o espírito que presidia à exposição londrina.
Media 150 metros de cumprimento por 72 metros de largura e era dividido em três naves.
Em 1933 foi adquirido pela Câmara Municipal do Porto.
O palácio foi destruído em 1950, tendo-se erguido no seu lugar uma pouco graciosa nave de betão armado.Esta incaracterística calote semi-esférica, foi projectada pelo arquitecto Carlos Loureiro, servindo de sede ao campeonato do mundo de hóquei em patins de 1951 e foi concluído em 1954.Consagrado Pavilhão de Desportos, seria em 1990 rebaptizado com o nome de Rosa Mota, em homenagem a uma das mais ilustres atletas portuenses.


O palácio está rodeado de jardins, que possuem grande variedade de plantas, canteiros de flores e majestosas árvores: palmeiras, plátanos e tílias.
Possui ainda um lago com a sua pequena ilha, múltiplos recantos verdejantes, miradouros, grutas artificiais e castelos.